segunda-feira, dezembro 08, 2014

A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico
por , domingo, 7 de dezembro de 2014

 

Em uma economia baseada na livre concorrência genuína, na qual não há favorecimentos governamentais, não há subsídios, não há tarifas de importação e não há regulamentações que visam a proteger determinadas empresas contra a potencial concorrência de novos entrantes, um empreendedor só conseguirá enriquecer e acumular uma grande fortuna se ele conseguir satisfazer de maneira contínua os desejos e necessidades de seus consumidores.
Para acumular sua fortuna, este empreendedor terá de conseguir obter uma alta taxa de retorno sobre seus investimentos e sobre seu capital.  E, para conseguir isso — e também para se manter neste mercado à frente de sua concorrência —, ele terá de reinvestir continuamente a maior parte de seu lucro. 
Neste mercado competitivo, há duas maneiras deste empreendedor conseguir um grande lucro: criando produtos e serviços cada vez melhores, ou então produzindo os mesmos produtos e serviços a custos cada vez menores.  Com o tempo, no entanto, a concorrência inevitavelmente irá imitá-lo e abocanhar sua fatia de mercado, o que fará com que os lucros deste empreendedor sejam reduzidos.
Para que ele volte a aumentar seus lucros, ele terá de iniciar um novo ciclo de inovação.
Por exemplo, para manter seus lucros, a Apple teve de, repetidas vezes, aprimorar seus produtos e inventar vários outros.  Caso a Apple tivesse se acomodado, seus produtos — que inicialmente eram muito lucrativos — teriam se tornado obsoletos pela concorrência, e hoje estariam sendo vendidos com grande prejuízo.
Neste cenário concorrencial, os altos lucros obtidos por empreendedores têm necessariamente de ser reinvestidos nos meios de produção utilizados para produzir estes próprios produtos nos quais são feitas as inovações — por exemplo, os lucros da Apple são reinvestidos para aprimorar e expandir a produção de produtos da Apple. 
Desta maneira, as fortunas empreendedoriais sob o capitalismo representam produtos cada vez melhores e mais baratos produzidos com o capital constituído por estas fortunas.  As fortunas se originam nos lucros e são utilizadas como capital.  Em ambos os casos, elas servem ao público consumidor.  Elas também servem para pagar salários.
A existência de fortunas sob o capitalismo beneficia a todos nós, seja na condição de compradores de produtos, seja na condição de vendedores de mão-de-obra.
Isto é um arranjo moral por natureza.
Sendo assim, o desejo de se impor uma igualdade de renda — ou, colocando mais suavemente, o desejo de se reduzir a disparidade de renda originada desta maneira — requer necessariamente o confisco dos lucros.  Tal medida não apenas iria abortar a criação de fortunas, como também iria suprimir todo o progresso econômico.  Defensores da igualdade de renda não entendem absolutamente nada de lucros, inovação, investimentos e capital.  Eles genuinamente acreditam que riqueza é simplesmente um amontoado de bens de consumo.  Os capitalistas, a quem eles desprezam, supostamente detêm uma grande fatia deste amontoado de bens de consumo.  Logo, uma parte deste amontoado tem de ser confiscada e redistribuída para as massas famintas.
Como consequência direta deste raciocínio, a imposição da igualdade de renda nada mais é do que uma política de confisco.  O capital de uma parte da população deve ser confiscado, redistribuído e consumido — trata-se de um caso em que comer a semente dos cereais irá matar a todos de fome. 
Proponentes desta igualdade são deliberadamente ignorantes em economia.  Eles são movidos pela inveja e pelo ressentimento, e não percebem que estão mordendo a mão que os alimenta.  As bases de sua filosofia são o socialismo e o comunismo.  Stalin e Mao são seus heróis.  Inaniçãocampos de trabalho forçado, e democídio são o seu legado.
Igualdade econômica imposta pela força não passa de assalto a mão armada, e termina necessariamente em escravidão.  Imagine um país com 200 milhões de pessoas.  Se a produção tivesse de ser igualmente dividida por esses 200 milhões de cidadão, qualquer indivíduo que duplicasse seus esforços iria receber apenas 1/200 milionésimos a mais.  E qualquer pessoa que simplesmente parasse de produzir passaria a receber apenas 1/200 milionésimos a menos.  É óbvio que, mediante estes incentivos invertidos, as pessoas iriam parar de produzir.  E, para obrigá-las a voltar a produzir, o governo teria de impor quotas mínimas de produção sob a ameaça de severas penalidades (como foi feito na Ucrânia e na China de Mao). 
Por estas razões, igualdade econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel.
Dado que as pessoas são naturalmente desiguais em quesitos como inteligência, ambição, ambiente familiar e disposição para o trabalho duro, elas jamais serão economicamente iguais.  A igualdade econômica, vale a pena repetir, só pode ser alcançada se for imposta pela força, na forma de roubo e escravidão. 
Portanto, não basta apenas dizer que "igualdade econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel."  É necessário dizer que a igualdade econômica é um objetivo inerentemente imoral e cruel porque só pode alcançado por meio da coerção, da violência e da escravidão.  Não há outra maneira.
Proponentes da igualdade econômica, tanto os conscientes quanto os inconscientes, são defensores da maldade.  Seu objetivo é maléfico.  Eles devem ser implacavelmente desmentidos ao dizerem que suas intenções são boas e nobres.  É impossível haver boas intenções quando o objetivo almejado é perverso e nocivo.
"Boas intenções" da parte de comunistas são tão sensatas e nobres quanto "boas intenções" da parte de assassinos e estupradores.  Pelo menos, e ainda bem, nenhum apologista alega "boas intenções" de assassinos e estupradores quando eles cometem seus crimes.  Mas "boas intenções" sempre são alegadas por comunistas quando eles assassinam suas centenas de milhões de vítimas.
Nesta época amoral em que vivemos, aquilo que é perverso passou a ser visto como algo nobre.  Dizer que você ama os pobres e quer fazer com que ricos e pobres sejam economicamente iguais é uma postura que lhe garante o certificado de pessoa sensata e bondosa.
No entanto, o que de fato é alcançado por qualquer programa que imponha a espoliação dos ricos em prol dos pobres é a perpetuação da pobreza e criação de ainda mais pobres.  Alegar amor aos pobres como justificativa para campos de trabalho forçado, inanição e chacinas é algo que vem ocorrendo há milênios.  Já passou da hora de um basta.
O bem para todos só é possível quando cada um cuida de sua própria vida e faz o bem para si mesmo, por meio da produção e das trocas voluntárias.  Em uma troca voluntária, o vendedor beneficia não apenas a si próprio mas também o comprador.  E o comprador beneficia não apenas a si próprio mas também o vendedor.
A liberdade econômica é o único arranjo capaz de eliminar a pobreza.  A liberdade econômica substitui a pobreza por uma criação contínua de riqueza.  Mas a liberdade econômica jamais eliminará a desigualdade.  É impossível abolir a desigualdade, pois se trata de uma característica inata.  Cada indivíduo nasce diferente e, ao longo da vida, aperfeiçoa aptidões distintas.  A igualdade só pode ser alcançada por meio da violência.  E seu legado é a escravidão, a inanição e o democídio.
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Para entender as reais causas das grandes disparidades de renda existentes no Brasil e em outros países do mundo, recomendamos os seguintes artigos:

George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1802

Nem ao céu, nem à terra. Vivi a ditadura e não tinha nada de bom. Gastos públicos absurdos e muito medo. Vivi (por pouco tempo) o comunismo em visita a China e Coréia do Norte (há muito tempo) e só vi perdas. Muito medo. Vivemos no capitalismo desenfreado, onde possuir é o valor moral, chamado de amoral, pelos imorais. Nada disso praticamente funciona. Temos que ir mais fundo...a maldita Natureza Humana. Dostoiévski é que melhor retrata a natureza humana e Nietszche é quem melhor a explica. Nenhum dos dois conseguiu chegar a lugar nenhum. O ser humano nunca vai querer igualdade, pois sua natureza é podre, é obscura e doente. Todos discutem, mas não se comprometem. Na hora H, o que for melhor para si próprio é o que vale. Fim. Todos os discursos são lindos e justificáveis, mas nenhum funciona.

quinta-feira, novembro 13, 2014

Boas dicas de viagem



Dicas úteis de o que fazer para ter uma viagem mais confortável. Gostei de alguns e outros eu já sou familiarizado. Muito legal. Alguns são balela, mas vai...

www.catracalivre.com.br/viagem/mundo-viagem/indicacao/35-dicas-geniais-para-viajantes/

(copie o URL e coloque no seu browser. Não consegui criar um link)

reddit.com



Tenho a essência de Azazel...te mete comigo pra ver o que acontece...

domingo, novembro 09, 2014

Dança Yemenita num casamento. Muito legal

Aqui está um vídeo que eu vi hoje com umas danças iemenitas em um casamento. Pelo menos é o que diz no vídeo! hehehe! Bem legal

quinta-feira, outubro 30, 2014

Descobri o que me incomodou...

Há alguns dias atrás eu escrevi aqui sobre minha ida a Porto Alegre e meu desencontro com meus colegas de colégio. Uma grande amiga me chamou atenção para o fato de eu ter perdido uma oportunidade de rever pessoas que eu gosto e me são queridas. Fiquei pensando muito naquilo, e agora, semanas depois me deu um clique:

Me senti bullied como se estivesse no colégio, no último encontro que eu estive presente. Lá estavam aqueles senhores, teoricamente adultos, na minha frente, fazendo piadas absolutamente sem graça e de muito mau gosto sobre gays. Chamando uns aos outros de diversos adjetivos com significado de homossexual na intuito de na brincadeira diminuir o colega e todos rirem muito.

Isso me incomodou muito. Me remeteu ao meu tempo de colégio onde isso era uma prática diária, constante, que me desgastou por anos a fio. Não preciso mais disso e como não vou mudar o comportamento dessas pessoas o melhor é que eu, mais uma vez, me retire. Fiz isso uma vez, posso fazer outra. Os meus amigos sinceros e próximos não se importarão.

O que me deu o estalo? Isso aqui...assista:



http://www.upworthy.com/a-priest-starts-his-sermon-with-a-lie-about-gay-people-so-this-awesome-lady-interrupts-him?c=ufb1

Fiquei triste e irritado comigo mesmo por ter confiado nessas pessoas, por ter pensado que haviam mudado. Alguns até diziam "Eu até tenho um amigo gay!", o que é uma das coisas mais nojentas de se ouvir de uma pessoa, como se fizesse um favor por ter um amigo desse "tipo". Enfim, são pessoas ótimas, muito queridas, que não servem para convívio.

Ouço isso de alguns outros amigos, com os quais tenho liberdade de chamar a atenção e que estão aprendendo, aos poucos, que brincar entre eles mesmos com isso também é preconceito e também machuca.

É isso aí.

Beijos

domingo, outubro 12, 2014

Desencontro Anchietanos 79

Nos últimos anos tive o prazer de participar de alguns encontros da turma de formandos de 1979 do Colégio Anchieta. Estudei no Anchieta de 1967 a 1979, quando a maioria de nós partiu para uma nova etapa em nossa vida social e acadêmica.
Os encontros foram todos interessantes, rever colegas e perceber o quanto eu mudei ao vê-los foi algo engrandecedor. Pude perceber que muitos mudaram também. Parecem pessoas interessantes, com histórias de vida que nos faz prestar atenção e agradecer por conhecer tal pessoa.
Infelizmente, com o aumento de contato entre as partes, também pude perceber que muitos continuam adolescentes, trancados em um mundo que lhe foi agraciado pela família ou pelo seu estilo de vida.
No último encontro, todos pareciam extasiados por terem participado de uma festa na qual se comemoraram os 35 anos de formados. Uma festa que me pareceu triste, com todos emocionados por estarem se encontrando e abraçando uma amizade dita sincera e duradoura, mesmo sem que tenhamos nos falado por trinta anos. Percebi que isso não faz parte de mim.
Tenho excelentes amigos que fiz no colégio, pessoas as quais tenho tanto carinho e amizade que poderia conviver diariamente com eles. A questão é que o restante 95% das pessoas, absolutamente não fizeram parte da minha vida e não me fazem falta nenhuma. Pessoas ainda que gostam de arrotar detalhes de suas vidas que mostram suas vantagens e o quão "legais" elas são. O quão amigas elas são entre si. Triste ouvir isso, pois não acredito nisso como uma verdade. Não acho que algum daqueles colegas daria a mínima se eu estivesse passando necessidade ou precisando de ajuda. Sumiriam!
Ontem, sábado 11 de Outubro, teve um churrasco da turma na casa da Letícia. Estava a fim de ir para vê-la, bem como a Bel e a Baice, mas os outros...não estava nem um pouco interessado em vê-los. Não fui! Tenho mais o que fazer do que gastar tempo com quem não me interessa.
Os colegas ficam se abraçando, relembrando histórias de 35, 40 e até 45 anos atrás como algo que gera uma conexão entre eles que é de suma importância. Não para mim.
Enfim, isso parece ser o fim dos meus passeios pelos pagos Anchietanos.
Valeu Colégio Anchieta, pelos ensinamentos. Não sinto falta de todo o bullying e prepotência da elite anchietana. Cheers!

domingo, outubro 05, 2014

Já que estou em Porto Alegre, Brasil, decidi postar esse vídeo, que foi gravado no Aeroporto Internacional de Guarulhos para um programa de TV chamado "Partidas e Chegadas" e apresentado por Astrid Fontanelle. Traz um pouco de romantismo e esperança num lugar onde só vejo coisas como falta de respeito, falta de honestidade, falta de auto-conhecimento, falta de humanidade. As pessoas que vejo estão cegas e anestesiadas.
Vejam isso...




sábado, agosto 30, 2014

O mês do cachorro louco passou

Rápido, muito rápido!
Mal deu tempo de eu pensar e Agosto está terminando. Muito aconteceu e tem acontecido no meu dia a dia, no meu mundo. Muita coisa mesmo.
Agosto marcou um dos momentos mais obscuros e terríveis da guerra entre dois países do Oriente Médio, que deixou muitos com marcas profundas o suficiente para durar muitas e muitas gerações. Sou da opinião de que guerra é guerra e nada justifica sua existência, mas, uma vez instalada, o homem, com sua natureza humana, é capaz de atrocidades racionalmente impensáveis e é isso que acontece na guerra. Me espanta o estardalhaço que fazem sobre tais atrocidades, como se fosse algo além da capacidade humana. Aí é que está o que eu considero o maior engano de todos. O humano é podre.
O humano tem sua natureza obscura, sua natureza é incompreensível, é imoral, amoral, moralista. Não tem limites. Acho que a bondade humana é uma imposição e não uma porção de sua natureza. Cada vez que vejo o intrincado labirinto do pensar humano e raciocínio sobre isso, mais me convenço que há uma necessidade gigante de pensar e racionalizar o ser humano para que possa conviver em sociedade. Há necessidade de limites claros e punições severas para que o humano contenha sua natureza e com isso sua própria existência e conviva em "paz".
Isso nunca vai acontecer.
Algumas sociedades chegam mais próximas disso e são então chamadas de desenvolvidas, agregadoras. Outras estão anos luz desta capacidade de coexistência e são então tidas como selvagens, desorganizadas, sub-desenvolvidas.
Moro no Canadá e amo onde moro, minha cidade, meu viver, mas não são muitos que são capazes de conviver com o senso social necessário para que possamos viver em comunhão. Há um policiamento social constante, onde o não politicamente correto ou não socialmente aceito é praticamente execrado por aqueles que cercam o dia a dia de todos nós aqui. Muitos conhecidos meus de outros lugares, principalmente de Porto Alegre, nunca conseguiriam viver aqui, entender isso, saber que na escada rolante se para à direita porque à esquerda fica quem caminha na escada. Enfim, são detalhes que nos permitem viver em sociedade e usufruirmos da qualidade de vida que vivemos aqui. Somos ingênuos e ainda creditamos que isso é possível, que isso é atingível. Há muitas coisas erradas, mas com certeza vivemos com mais harmonia que a maioria do planeta. Vi isso em poucos lugares no mundo.
Adoro Porto Alegre, mas não conseguiria mais viver lá. Um lugar onde mais do que por necessidade, mas sim por opção, as pessoas se enganam, são ferozes em tudo, no ruim e no bom. Exacerbadas em suas emoções, levando tudo que ouvem, vêem e fazem como pessoal. Vivendo como se tudo fosse relacionado a si e não ao social. Diferença gritante do que acontece aqui.
Vou a Porto Alegre em breve, estou com saudades de meus amigos, de meus amores, mas também sei que ao chegar lá já estarei com saudades do meu lar, da minha casa, do meu lugar.
Viva Porto Alegre! Viva Vancouver!
Sinto muito pelos humanos...tão arrogantes, tão medíocres.

segunda-feira, julho 28, 2014

Celebration of Light - USA

Final moments of the Celebration of LIght - USA Team on English Bay, Vancouver. Check out the video and be amazed.
Momentos finais da competição de fogos de artifício que acontece anualmente em Vancouver. Esse dia foi o USA Team. 
26 July 2014